Tesouro IPCA+ recua e se aproxima das mínimas após decisão do Copom
O Banco Central optou por manter a Selic em 15% ao ano, mas as taxas dos títulos atrelados à inflação, conhecidos como Tesouro IPCA+, registraram queda após a decisão do Copom.
Recuperação das principais taxas
Na manhã de sexta-feira (12), os papéis IPCA+ voltaram a se aproximar das mínimas anteriores à instabilidade política. O Tesouro IPCA+ 2029 passou de 7,98% para 7,82% ao ano; o IPCA+ 2024 recuou de 7,01% para 6,89%; e o título IPCA+ 2050 exibiu rendimento de inflação mais 6,88%, ante 7,02% observado antes da reunião do Copom.
Redução dos ruídos políticos
O acalmar dos ruídos políticos também contribuiu para o movimento. Apesar de o senador Flávio Bolsonaro ter reafirmado sua pré-candidatura, investidores interpretam o episódio como uma estratégia para buscar anistia ao ex-presidente no Congresso, sem definir ainda os concorrentes na corrida presidencial.
Expectativa de cortes de juros
Mais relevante, contudo, foi a visão de que o ciclo de cortes da Selic se aproxima. Mesmo sem sinalização de corte já em janeiro, o mercado projeta o primeiro ajuste até março de 2026, impulsionado pelo alto juro real, inflação controlada e sinais de desaceleração da atividade econômica.
Mercado vê cortes mais amplos
Segundo o boletim Focus, a Selic deve encerrar 2026 em 12,25%, implicando uma redução acumulada de 2,75 pontos percentuais. Cenários de instituições como Citi e Itaú apontam para cortes de 0,25 pp em janeiro, seguidos de ajustes de 0,5 pp em diversas reuniões, podendo levar a taxa a 11% ou 12% ao ano no fim do próximo ano.