Klabin prioriza redução de dívida e reajusta capex; analistas reiteram compra
Foco na alocação de capital e desalavancagem
Durante o Investor Day, a Klabin reforçou o compromisso com a redução do endividamento nos próximos dois a três anos. A companhia descartou novos projetos relevantes nesse período, mantendo o foco na geração de caixa e no pagamento de dívidas.
Ajustes no capex e guidance de longo prazo
O cronograma de investimentos foi revisado para baixo em 2025, com desembolsos maiores previstos para 2026 em razão do adiamento de alguns projetos. Para 2027, o capex total está estimado em R$ 2,8 bilhões, em R$ 2,5 bilhões em 2028 e entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões no longo prazo.
O guidance de custos operacionais permanece estável, com ligeiro aumento em 2026. A empresa também considera potenciais vendas de terrenos e prevê diluição de custos decorrente de volumes mais altos.
Visão dos analistas
O Bradesco BBI destacou a alocação de capital como ponto positivo, ressaltando a postura de desalavancagem e a suspensão de novos grandes investimentos como fatores de valorização das ações.
A XP reforçou a estratégia de avaliar projetos adicionais apenas após alcançar metas de alavancagem confortáveis (2,5 a 3,5 vezes dívida líquida/EBITDA fora de ciclos de investimento, ou 3,9 vezes em ciclos).
Para a Genial Investimentos, a empresa entrou em fase de capex mais suave, com custos sob controle (aumento de 3,2% ante IPCA de 4,5% em 2026) e redução da relação dívida líquida/EBITDA de 3,3 vezes no 3º trimestre de 2025 para expectativa de 3,0 vezes em 2025.
Com isso, o yield do fluxo de caixa livre deve subir para 6% em 2025, e os analistas veem potencial de alta de até 27% nas units, com preço-alvo de R$ 23,50 em 12 meses.