JPMorgan revisa projeções de construtoras e eleva MRV a compra; conheça as favoritas

JPMorgan atualiza estimativas e foca em ações de baixo P/L

O banco norte-americano revisou suas projeções para o setor de construção no Brasil e recomenda exposição em papéis negociados abaixo de 6 vezes o lucro estimado para 2026. Entre as preferidas estão Cyrela, Eztec e Tenda, todas com recomendação de compra (overweight), e a MRV, cuja recomendação foi elevada de neutra para compra.

O potencial de valorização desses ativos varia entre 40% e 60%, apoiado por cortes de 600 pontos-base na Selic até o fim de 2027 e pela expectativa de mudança de governo, cenários considerados favoráveis aos segmentos de média e alta renda.

Ajuste de preços-alvo e ranking de preferência

O JPMorgan elevou em cerca de 13% os preços-alvo para dezembro de 2026, refletindo a redução de 100 pontos-base no custo de capital. A ordem de preferência do banco no setor é:

  1. Tenda (TEND3): recomendação de compra, preço-alvo de R$ 39, com potencial de alta de 64%.
  2. Cyrela (CYRE3): recomendação de compra, preço-alvo de R$ 44, P/L de 5,9 vezes em 2026.
  3. MRV (MRVE3): recomendação elevada para compra, preço-alvo de R$ 12 e guidance de até R$ 1 bilhão.
  4. Eztec (EZTC3): recomendação de compra, preço-alvo de R$ 20, P/L de 5,7 vezes.
  5. Cury (CURY3): recomendação neutra, valuation relativo e yield de 7%.
  6. Direcional (DIRR3): recomendação neutra, P/L de 9,5 vezes e potencial limitado.

Tenda (TEND3)

Principal escolha do JPMorgan, com forte exposição ao programa Minha Casa Minha Vida e avaliação atrativa. A ação está cotada a cerca de 5 vezes o lucro de 2026 e deve se beneficiar da redução das perdas da subsidiária Alea.

MRV (MRVE3)

Elevada para compra após resultados do terceiro trimestre acima do esperado e guidance de até R$ 1 bilhão para 2026, com geração de caixa livre impulsionada por desinvestimentos.

Cyrela (CYRE3)

Opção para capturar o ciclo de queda de juros e a possível mudança de governo, com diversificação no segmento de baixa renda e alto volume médio diário negociado.

Eztec (EZTC3)

Valuation descontado, P/L de 5,7 vezes e potencial de re-rating atrelado à locação ou venda da Esther Tower, estimada entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.

Direcional (DIRR3)

Neutra devido ao valuation mais elevado e upside limitado, apesar da execução premium no segmento de baixa renda e de potenciais desinvestimentos na subsidiária Riva.

Cury (CURY3)

Neutra por valuation relativo, mas destacada pela execução consistente, maior ROE do setor e yield estimado de 7% para 2026.

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