JPMorgan aponta melhores e piores ações para 2026 no Brasil
Perspectivas para o Ibovespa e cenário macro
O JPMorgan projeta que o Ibovespa encerre 2026 em 190 mil pontos, com recomendação overweight para o Brasil entre os mercados emergentes. O banco identifica dois fatores-chave para gerar retornos elevados:
1. Corte de juros
Espera-se que o Banco Central inicie o afrouxamento monetário entre janeiro e março, reduzindo a taxa básica em até 50 pontos-base por reunião. No total, a Selic pode recuar entre 3,5 e 4 pontos percentuais ao longo do ano, impulsionando as ações.
2. Eleições e volatilidade
Este será o primeiro ciclo de cortes simultâneo a um período eleitoral, o que tende a elevar a volatilidade dos mercados. O JPMorgan estima três cenários para o Ibovespa em 2026:
- Otimista: 230 mil pontos
- Base: 190 mil pontos
- Pessimista: 120 mil pontos
Ações recomendadas
O banco dá preferência a setores sensíveis a taxas de juros, como financeiro e consumo discricionário. Entre as principais escolhas estão:
- Nubank (BDR ROXO34): preço-alvo de US$ 18,00. ROE acima de 70% e capital excedente de US$ 1,8 bilhão.
- Embraer (EMBJ): US$ 80,00.
- Cemex LatAm: US$ 10,50.
- Cyrela: R$ 40,00.
- Yduqs: R$ 22,00.
- Outras recomendações overweight incluem Arca Continental, Hypera, Vale ON, Petrobras ON, Suzano, Allos, Fibra Uno, Tiendas 3B, Millicom, Localiza e Sabesp.
- Entre as neutrals, SLC Agrícola (R$ 19,00) e B3 (R$ 15,00) são destaques.
Ações para evitar
Na visão underweight, o JPMorgan alerta principalmente para:
- CSN Mineração (CMIN3): exposição abaixo da média devido a perspectivas desfavoráveis para minério de ferro.
- Outras underweight incluem Adecoagro (US$ 7,00), Tupy (R$ 16,00), Cem. Pacasmayo (US$ 7,50), BB Seguridade (R$ 34,00), Log CP (R$ 28,00), Magazine Luiza (R$ 6,50) e Cemig (R$ 12,00).
- Entre as neutrals com recomendação cautelosa estão Anima, Santander Chile, Ambev, Fleury, Orbia, Copec, Sonda e Azul.