Ibovespa, Dólar e Juros Reagem à Manutenção da Selic e Corte do Fed

Abertura de Mercados

Os mercados brasileiros iniciaram a quinta-feira reagindo à decisão do Banco Central do Brasil de manter a Selic em 15% ao ano, sem oferecer indicação sobre o início de um ciclo de cortes. No exterior, o Federal Reserve reduziu sua taxa básica em 25 pontos-base, para a faixa de 3,50% a 3,75%, mas sinalizou ritmo moderado de ajustes futuros.

Cenário Doméstico

  • O Copom reforçou que manter a Selic em patamar elevado por mais tempo é a estratégia adequada para conduzir a inflação à meta.
  • Consultoria de orçamento da Câmara promoveu seminário sobre os dois anos do arcabouço fiscal, com participação de autoridades como Simone Tebet e Dario Durigan.
  • Suzano aprovou R$ 1,38 bilhão em dividendos intercalares e elevou seu capital social de R$ 19,27 bilhões para R$ 24,27 bilhões.

Cenário Internacional

  • Nos EUA, futuros recuam após a Oracle reportar receita abaixo do esperado e anunciar aumento de gastos em inteligência artificial, com suas ações caindo mais de 10% no after-market.
  • O Fed, apesar de reduzir juros, manteve tom cauteloso quanto aos próximos cortes, segundo o presidente Jerome Powell.
  • O Congresso mexicano aprovou elevação de tarifas sobre produtos importados da China, intensificando tensões comerciais.
  • Os EUA apreenderam um petroleiro venezuelano sujeito a sanções, marcando a primeira ação desse tipo na região após reforço militar norte-americano.

Ações e Commodities

  • JHSF concluiu a venda de estoques e outros ativos por R$ 5,235 bilhões, estruturação feita com XP, Itaú BBA e Bradesco BBI.
  • O petróleo opera em baixa, com o WTI a US$ 57,59 e o Brent a US$ 61,28, repercutindo apreensão sobre interrupções de oferta.
  • Minério de ferro na China recua após dados de demanda fraca, negociado a 757 iuanes na bolsa de Dalian.

Indicadores

  • Ibovespa fechou a quarta com alta de 0,69%, aos 159.074,97 pontos.
  • Dólar comercial avançou 0,62%, cotado a R$ 5,469 na venda.
  • CME/FedWatch aponta 80% de chance de manutenção da taxa nos EUA em janeiro de 2026.

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