Empresas antecipam emissões de dívida em 2026 para driblar volatilidade eleitoral, diz HSBC

Cenário para emissões de dívida no Brasil

O mercado de dívida corporativa deve iniciar 2026 com forte atividade, à medida que empresas brasileiras antecipam emissões para escapar da maior volatilidade associada às eleições de outubro. Segundo o diretor-executivo de Corporate Banking do HSBC, a combinação de juros em queda nos Estados Unidos, elevada liquidez global e apetite por ativos de mercados emergentes cria um ambiente favorável.

“Vemos o Brasil bem posicionado em termos relativos, com spreads de crédito historicamente baixos”, afirmou Marcelo Soares. Ele acrescentou que emissores tradicionais tendem a liderar o movimento, seguidos por companhias que ainda não acessaram o mercado internacional.

Mercados local e internacional

Além do mercado externo, que oferece prazos mais longos e profunda liquidez, o ambiente local de renda fixa deve seguir atraente. As empresas planejam diversificar suas fontes de captação, buscando condições competitivas tanto no Brasil quanto no exterior.

Perspectivas para M&A e ações

Em fusões e aquisições, setores de infraestrutura, petróleo e gás, logística, portos e projetos de transição energética devem manter fluxo de negócios elevado. Já o segmento de ações deve ter movimentação mais pontual, com ofertas subsequentes (follow-on), enquanto o último IPO no país remonta a 2021.

Variáveis a observar

  • Calendário eleitoral e expectativa de volatilidade
  • Início e velocidade de cortes na taxa Selic
  • Entrada de novos emissores no mercado internacional
  • Interesse de investidores estrangeiros, especialmente da Ásia e Oriente Médio

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