Copom mantém Selic em 15% e sinaliza tom mais duro, projetando cortes apenas em março

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, como já era esperado pelo mercado. No entanto, o tom mais rígido do comunicado diminuiu as expectativas de corte já em janeiro e reforçou sinalizações de que as reduções podem ocorrer apenas em março.

Para Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o Copom mostrou-se levemente hawkish ao não adotar um tom dovish. Ela destaca que, embora o comunicado reconheça a desaceleração econômica, inclusive do PIB, não houve abertura imediata para cortes de juros.

Carlos Lopes, economista do Banco BV, ressalta que a ausência de sinalização para corte não impede uma decisão futura, mas limita fortemente a possibilidade de retomada de queda em janeiro. Em sua avaliação, o ciclo de cortes deve se iniciar somente em março.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, prevê que o mercado sentirá o impacto do comunicado mais duro nas curvas de juros, com potencial valorização do real frente ao dólar nas negociações seguintes.

Marcelo Bolzan, planejador financeiro da The Hill Capital, alerta para um possível movimento de realização de lucros. Segundo ele, o dia seguinte pode ser de ajuste, com dólar pressionado e alta nos juros futuros, especialmente nos prazos curtos.

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