Ações da Oracle despencam após gastos elevados em IA e resultados abaixo do esperado

As ações da Oracle recuaram mais de 10% no after-market após a empresa anunciar resultados trimestrais ligeiramente abaixo das estimativas e elevar substancialmente os gastos com infraestrutura para inteligência artificial.

No segundo trimestre fiscal, as vendas de serviços em nuvem cresceram 34%, alcançando US$ 7,98 bilhões, enquanto a receita da divisão de infraestrutura avançou 68%, para US$ 4,08 bilhões. Ambos os números ficaram aquém das previsões de mercado.

O indicador de remaining performance obligation, que mede os contratos futuros garantidos, saltou mais de cinco vezes, para US$ 523 bilhões, comparado à estimativa de US$ 519 bilhões.

O capex com data centers atingiu US$ 12 bilhões no trimestre, muito acima dos US$ 8,5 bilhões do período anterior e das projeções de analistas. A Oracle elevou sua projeção de investimentos em capital para US$ 50 bilhões no ano fiscal que termina em maio de 2026, ante US$ 35 bilhões estimados em setembro.

Segundo o CFO Doug Kehring, a maior parte dos desembolsos está direcionada a equipamentos geradores de receita, e os custos de leasing só serão pagos após a entrega dos data centers e das utilidades associadas.

O fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 10 bilhões, e a dívida total da empresa alcança cerca de US$ 106 bilhões.

Após o fechamento regular, as ações chegaram a US$ 197,25, contra U$ 223,01 em Nova York, acumulando uma perda de cerca de um terço desde setembro.

O co-CEO Clay Magouyrk destacou a eficiência da empresa na construção e operação de data centers automatizados de alto desempenho e baixo custo.

Este foi o primeiro balanço após a saída de Safra Catz da presidência, agora exercida em conjunto por Magouyrk e Mike Sicilia.

No trimestre, a receita total cresceu 14%, para US$ 16,1 bilhões, e o lucro não-GAAP foi de US$ 2,26 por ação, beneficiado pela venda da participação na Ampere Computing.

Para o próximo trimestre, a Oracle espera alta de 19% a 22% na receita total e de 40% a 44% nas vendas de nuvem, em linha com as projeções de analistas.

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