Privatização da Copasa avança em Minas e tende a destravar valor para investidores
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou a lei que autoriza a privatização da Copasa (CSMG3), encerrando a fase de negociações políticas e abrindo caminho para o leilão previsto para abril de 2026.
O Bradesco BBI destacou que essa aprovação é um marco importante para reduzir riscos na tese de investimento e reforçou a perspectiva de valorização com a entrada de um investidor estratégico. Apesar do potencial, o banco mantém recomendação neutra até haver mais detalhes sobre os termos do contrato com o município de Belo Horizonte e o formato da oferta. O preço-alvo estimado para o fim de 2026 é de R$ 56,00, indicando um potencial de alta de cerca de 31%.
A Genial Investimentos também classificou a aprovação como um evento transformacional, com grande potencial de destravamento de valor. A instituição reiterou recomendação neutra, estabelecendo preço-alvo de R$ 27,00 por ação.
Já o Itaú BBA reiterou recomendação outperform (desempenho acima da média) para as ações da Copasa, avaliando que ainda há espaço para valorização conforme avancem as etapas regulatórias e contratuais. O preço-alvo projetado pelo banco é de R$ 43,20.
Próximos passos
O texto sancionado pelo governador encaminhará o processo para as próximas etapas, com o mercado observando especialmente:
- Divulgação da nota técnica final do próximo reajuste tarifário, cuja nova tarifa deve entrar em vigor em janeiro de 2026;
- Avanços nas negociações com o município de Belo Horizonte para prorrogar o contrato de concessão até fevereiro de 2073, garantindo a modicidade tarifária;
- Conversão de contratos vigentes em novos contratos de concessão, ampliando prazos e escopo dos serviços, principalmente em localidades onde a companhia atua apenas no fornecimento de água.
Esses movimentos são considerados essenciais para consolidar a tese de investimento e potencializar a geração de valor na operação da companhia.