PRIO prepara política de dividendos após Investor Day e reforça metas operacionais

Foco em retorno aos acionistas

A PRIO realizou em 8 de dezembro seu Investor Day, apresentando a intenção de implementar uma política de dividendos a partir de 2026. O movimento acontece após a companhia ter reduzido o endividamento gerado pela aquisição de Peregrino, abrindo caminho para retornos mais consistentes aos investidores.

Avaliação dos analistas

O Itaú BBA destacou a forte cultura de disciplina de capital da PRIO e elogiou a estratégia de gerar altos retornos mantendo baixo custo operacional. A XP ressaltou que a alavancagem atual de cerca de 2,3× Dívida Líquida/EBITDA deve cair para 1,0× até o fim de 2027, viabilizando distribuições maiores aos acionistas.

Segundo a Genial, a formalização da política de dividendos deve ser anunciada até o primeiro semestre de 2026, condicionada a métricas tradicionais de endividamento, preço do petróleo e geração de caixa. O Goldman Sachs, embora considere o valuation atrativo, acredita que a geração de caixa será prioritariamente destinada ao abatimento da dívida, limitando proventos no curto prazo. Já o JPMorgan aposta em disciplina de capital e no ramp-up das operações de Wahoo e Peregrino para atingir 200 mil barris equivalentes por dia, reduzindo a alavancagem e abrindo espaço para dividendos.

Metas operacionais

A Genial apontou que os principais vetores de valor são o avanço do campo Wahoo, a integração de Peregrino com sinergias de custo e a evolução de Albacora Leste e Frade. A companhia projeta encerrar 2025 com 150 mil barris por dia (bpd) e alcançar 200 mil bpd em meados de 2026, mantendo esse patamar em 2027. Para isso, estima capex orgânico de US$ 450–500 milhões em 2026 e cerca de US$ 450 milhões em 2027.

Recomendações de mercado

  • Itaú BBA, Genial e JPMorgan mantêm recomendação de compra, com preços-alvo de R$ 62, R$ 69 e R$ 55, respectivamente.
  • O BTG também recomenda compra, com preço-alvo de R$ 56, destacando a perspectiva de crescimento de produção e redução de custos.
  • O Goldman Sachs segue com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 48,30.

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