Petrobras planeja atender toda demanda de SAF no Brasil até 2029

A Petrobras acredita ter capacidade de atender 100% da demanda nacional por combustível sustentável de aviação (SAF) entre 2027 e 2029. A estratégia inicial envolve coprocessamento em quatro refinarias do Sudeste para cumprir a obrigatoriedade de mistura mínima de 1% ao querosene convencional, prevista em lei a partir de 2027.

Produção via coprocessamento

O coprocessamento, reconhecido internacionalmente, permite incorporar até 1% de matéria-prima renovável nas refinarias Reduc (RJ) e Revap (SP). Em 2026, estão previstas ampliações na Regap (MG) e na Replan (SP), alcançando 1% e 5% de conteúdo renovável, respectivamente.

Unidades dedicadas após 2029

Após atender a demanda inicial com o coprocessamento, a empresa planeja iniciar em 2029 a produção em unidades dedicadas. O cronograma inclui a refinaria RPBC (SP) com 15 mil barris por dia, seguida pelo complexo Boaventura (RJ) e pela Replan, com 19 mil e 10 mil barris diários, respectivamente.

Exigências e certificações

Com o avanço das legislações, as misturas obrigatórias crescem anualmente até 10% em 2037, exigindo maior oferta de SAF. A Petrobras destaca que o combustível possui certificação ISCC-CORSIA e autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para incorporar até 1,2% de renovável.

Primeiras entregas no Galeão

Recentemente, a petroleira realizou as primeiras entregas de SAF no Aeroporto Internacional Tom Jobim, comercializando 3 mil metros cúbicos para distribuidoras locais. Embora ainda seja uma fase voluntária de vendas, a expectativa é que o mercado se consolide com a obrigatoriedade de blends mais elevados.

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