JPMorgan confirma Gerdau como principal aposta e aponta fator decisivo para siderurgia

O JPMorgan atualizou suas projeções após divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2025 e incorporar as mais recentes estimativas macroeconômicas e de preços de commodities. No relatório, o banco reforça a recomendação de compra para Gerdau, com preço-alvo de R$ 28, e mantém Usiminas e CSN em classificação neutra.

Por volta das 12h40, as ações da Gerdau subiam 0,61% (R$ 19,71), CSN avançava 1,66% (R$ 9,79) e Usiminas recuava 1,63% (R$ 6,05).

Gerdau

O banco projeta contração de margens na unidade brasileira no 4º trimestre de 2025 devido à sazonalidade e menor volume. Para 2026, embora não espere melhora expressiva no aço, a entrada em operação da mina Miguel Burnier deve reduzir custos em R$ 400 milhões na segunda metade do ano. A empresa ainda planeja mais R$ 400 milhões em cortes, focando em contratos de energia e ganho de escala.

Nos Estados Unidos, as margens devem se manter acima de 20% em 2026, pressupondo estabilidade no acordo USMCA, impulsionadas por preços mais altos, sobretudo de vigas. O JPMorgan estima múltiplo de 3,7x EV/Ebitda para 2026.

Usiminas

A classificação neutra para Usiminas vem com preço-alvo de R$ 5, já que o banco considera o ativo justamente precificado. No 4º trimestre de 2025, o aço tende a apresentar leve melhora de margens, impulsionada por custos um pouco menores, enquanto os preços se mantêm estáveis e os volumes sofrem com sazonalidade.

Na área de mineração, preços sólidos de minério de ferro devem sustentar margens mais elevadas, mesmo com volume menor. Para 2026, projeta-se crescimento de preços ano a ano, resultando em avaliação de 4,5x EV/Ebitda.

CSN

A CSN também recebe classificação neutra, com preço-alvo de R$ 8,50. O banco espera que a alta de preços no aço melhore as margens, ainda que volumes diminuam e custos permaneçam estáveis. Em 2026, o ambiente de preços mais elevados deve sustentar margens de dois dígitos.

Na CSN Mineração, preços firmes de minério de ferro compensam volumes menores no 4º trimestre e mantêm margens acima de 40%. O preço médio projetado é de US$ 95 por tonelada, com apoio da operação CMAI Pires. Já o segmento de cimento deve operar com margens ao redor de 25%, e a área de energia, estável. O múltiplo estimado é de 5,6x EV/Ebitda para 2026.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.