Investor Day da Vibra evidencia combate à informalidade e foco em eficiência

Combate à informalidade e ganhos de market share

No Investor Day de 2025, a Vibra destacou as iniciativas que derrubaram a participação de mercado de players irregulares de 21,4% para 17,9% entre janeiro e outubro. A empresa avançou 1,3 ponto percentual, alcançando 22,4% de market share, apoiada por operações como as fases do projeto Carbono Oculto, a operação Cadeia de Carbono e a ação Poço de Lobato.

Principais operações do segundo semestre

As três grandes frentes de combate à ilegalidade foram apontadas como um ponto de inflexão no setor:

  • Carbono Oculto (6ª fase) – combate ao crime organizado;
  • Cadeia de Carbono – bloqueio de importação ilegal de combustíveis, com quatro embarcações interceptadas;
  • Poço de Lobato – ações contra operadores que praticavam evasão fiscal.

Perspectivas para 2026

A Vibra espera que a agenda contra concorrência desleal siga em alta, com possíveis tributos monofásicos sobre etanol e nafta, extensão da responsabilidade tributária solidária e aprovação do projeto de lei Devedor Contumaz. Em cenário equitativo, o setor poderia atingir um retorno sobre capital investido (ROIC) de cerca de 20%.

Alocação de capital e política de dividendos

O foco para 2026 inclui redução de dívida e alavancagem, com objetivo de mantê-la abaixo de 2,0 vezes. A Vibra reafirmou a política de distribuir 40% do lucro líquido como dividendos, condicionada à melhora das taxas de juros e controle da alavancagem.

Desinvestimentos e expansão em lubrificantes

A saída da Evolua deve trazer flexibilidade na aquisição de insumos, impulsionando margens. A venda da Comerc não é prioritária, mas pode ocorrer parcialmente. No segmento de lubrificantes, a Lubrax segue como motor de crescimento, com margens até dez vezes superiores às da distribuição de combustíveis e foco em produtos premium.

Recomendações dos bancos

O JPMorgan e o Morgan Stanley mantiveram recomendação overweight para as ações da Vibra, com preços-alvo de R$ 31,50 e R$ 28,00, respectivamente. O Goldman Sachs reiterou rating neutro, com preço-alvo de R$ 25,00, baseado em avaliação por soma das partes.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.