Ibovespa pode chegar a 186 mil pontos em 2026, diz BB Investimentos
O BB Investimentos projeta que o Ibovespa atinja 186 mil pontos ao fim de 2026, cerca de 17% acima do nível atual. A previsão é baseada em uma análise bottom-up, que considera fundamentos e expectativas de lucros das companhias.
Projeções e cenários
No cenário central, os analistas esperam redução moderada do custo de capital com luz verde a cortes na taxa de juros. Apesar disso, fatores externos e a volatilidade do período eleitoral no Brasil mantêm o intervalo de possíveis resultados amplo, de 159 mil a 205 mil pontos.
Oportunidades e riscos
As empresas do índice atualmente apresentam earnings yield próximo de 8,8%, em linha com a média histórica. Mesmo após o recente rali, a avaliação de risco segue atraente frente à renda fixa, especialmente se houver melhora fiscal ou ajuste na curva de juros, o que reduziria o prêmio soberano e valorizará ativos cíclicos.
Seleção de ações para 2026
Para aproveitar o cenário, o BB Investimentos indicou 13 papéis com potencial de valorização:
- Alupar (ALUP11)
- Assaí (ASAI3)
- Cyrela (CYRE3)
- Fras-Le (FRAS3)
- Gerdau (GGBR4)
- Hypera (HYPE3)
- Isa Energia (ISAE4)
- Itaú (Unibanco) (ITUB4)
- Rede D’Or (RDOR3)
- Nubank (BDR ROXO34)
- Tenda (TEND3)
- Vale (VALE3)
- Vibra Energia (VBBR3)
Destaques por setor
Financeiro: Beneficiado pela queda da Selic, que tende a reduzir inadimplência e custo de crédito, mas ainda enfrenta restrições de demanda e custos elevados no início de 2026.
Metais e mineração: Com a alta competitividade internacional, as exportações de minério de ferro devem sustentar resultados sólidos, favorecendo Vale.
Distribuição de combustíveis: Vibra Energia se destaca pelas margens robustas e pelo controle de processos, apesar do cenário de superávit global de petróleo.
Elétricas: Alupar e Isa Energia devem se beneficiar de receitas maiores com preços de energia, embora a hidrologia e custos de geração continuem desafiadores.
Varejo: Assaí e Hypera apresentam resiliência, apoiadas pela perspectiva de queda de juros e desempenho ainda firme do consumo.
Imobiliário: Tenda e Cyrela seguem com bom momentum, impulsionadas pelo orçamento do FGTS para habitação e pela retomada de lançamentos do programa Minha Casa Minha Vida.
Saúde: Rede D’Or mantém-te atrativa em função da expansão de planos de saúde e da busca por eficiência operacional, mesmo com custos de capital elevados.