Ibovespa despenca 2,4% com pressão de Petrobras e bancos; Vale evita tombo pior
O Ibovespa encerrou esta terça-feira (16) com queda acentuada de 2,42%, fechando aos 158.557,57 pontos, menor nível do dia. O dólar comercial avançou 0,73%, cotado a R$ 5,463, e os juros futuros subiram em toda a curva.
Ata do Copom e cenário doméstico
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou o compromisso com juros elevados para controlar a inflação. Apesar de reconhecer desaceleração da atividade e pressões inflacionárias abaixo das estimativas iniciais, o Banco Central não indicou cortes na Selic para janeiro, levando analistas a postergar o início do ciclo de afrouxamento.
Reação em Wall Street
Nos EUA, dados de emprego de novembro vieram acima das projeções, reforçando expectativa de manutenção das taxas pelo Federal Reserve. Os principais índices recuaram no dia: Dow Jones e S&P caíram, enquanto o Nasdaq teve leve alta.
Impacto da pesquisa eleitoral
Levantamento eleitoral da Quaest mostrou o presidente Lula com 41% das intenções no primeiro turno de 2026, ampliando a vantagem sobre candidatos da direita. A sinalização de menor risco à reeleição impulsionou o pessimismo fiscal, pressionando ativos locais.
Projeções para 2026
O Safra elevou sua projeção para o Ibovespa em 2026, estimando 198 mil pontos, mesmo ponderando riscos eleitorais. Já o JPMorgan alertou que o otimismo exagerado pode ignorar incertezas fiscais.
Desempenho de setores e ações
- Petrobras recuou 3,03%, reflexo da queda do petróleo e da greve de petroleiros em 24 plataformas e oito refinarias.
- Bancos registraram perdas: Bradesco -2,75%, Itaú -2,58%, Santander -3,58% e BB -1,36%.
- Frigoríficos também caíram: Minerva -1,63% e Marfrig -2,82%.
Pontos de alta
- Vale avançou 0,38% com minério de ferro em alta.
- Embraer subiu 0,99%.
- Petz ganhou 0,66%, na expectativa do fechamento da fusão com Cobasi em 2 de janeiro.
Amanhã a agenda de indicadores será mais tranquila, o que pode reduzir a volatilidade e trazer alívio aos investidores.