Copel, Minerva, Suzano e Direcional antecipam dividendos antes de nova tributação
Nos últimos dias, companhias listadas na B3, como Copel, Minerva, Suzano, Direcional e Intelbras, aceleraram o anúncio de proventos para evitar o novo imposto sobre dividendos, que passa a vigorar em janeiro de 2026.
Copel (CPLE3)
A Copel anunciou distribuição de R$ 1,35 bilhão em dividendos referentes a 2025, equivalentes a R$ 0,45 por ação, o que gera um rendimento de 3,3%. Segundo o Itaú BBA, o valor reforça a solidez financeira da empresa e confirma seu compromisso com remunerações expressivas. Com esse pagamento, o total de proventos para o ano soma R$ 3,7 bilhões (yield de cerca de 9%), atingindo R$ 5 bilhões (yield próximo de 12%) quando considerados dividendos extraordinários ligados à migração para o Novo Mercado.
O Itaú BBA avalia que a companhia tem capacidade de manter dividendos elevados de forma recorrente.
Suzano (SUZB3)
A Suzano comunicou dividendos de R$ 1,38 bilhão, cerca de R$ 1,12 por ação, com pagamento previsto para 4 de fevereiro de 2026. Para o Bank of America BBI, a antecipação do mínimo obrigatório reflete a tentativa de se antecipar a mudanças no regime tributário sobre dividendos.
Minerva (BEEF3)
A Minerva aprovou distribuição de R$ 0,1646 por ação em dividendos intercalares, equivalente a um yield de 3% e payout de 13%. O anúncio ocorre antes da vigência do imposto de 10% sobre dividendos. Conforme o estatuto, o pagamento mínimo é de 25% do lucro líquido caso a alavancagem seja inferior a 2,5 vezes, podendo chegar a 50% com aval dos acionistas. A data-base é 15 de dezembro e o pagamento será feito em 29 de dezembro.
O Goldman Sachs destaca que a medida oferece maior visibilidade sobre retornos e mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 6,75.
Direcional (DIRR3)
A Direcional aprovou R$ 804,4 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 1,55 por ação, com data-base em 16 de dezembro e pagamento em 23 de dezembro. O Bradesco BBI ressalta o rendimento de 9% no mercado à vista e o aumento das distribuições para R$ 1,45 bilhão em 2025, reforçando a estratégia de retorno de capital. A recomendação é outperform, com preço-alvo de R$ 23,50.
A XP também considera os proventos acima do esperado, elevando o yield total para 16% e reiterando recomendação de compra.
Intelbras (INTB3)
A Intelbras anunciou distribuição de R$ 300 milhões em dividendos, yield de 7,1%, com pagamento em 23 de dezembro e data ex em 16 de dezembro. Embora mantenha política de payout de cerca de 30% e foco na caixa, a empresa optou por pagamentos extraordinários antes das novas regras fiscais. O BTG Pactual avalia que a ação pode recuperar sua tendência positiva e mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 22.
Para o Bradesco BBI, a notícia é positiva, já que o valor anunciado supera estimativas para o quarto trimestre e reflete a estratégia de antecipação das mudanças tributárias.