Ativos financeiros das famílias crescem 10,1% em 2024, mas seguros perdem espaço

Crescimento dos ativos

Em 2024, as famílias brasileiras viram seus ativos financeiros crescerem 10,1%, acima da média global de 8,7%. Todos os segmentos contribuíram para esse avanço: valores mobiliários subiram 10,9%, seguros e previdência avançaram 8,8% e depósitos bancários cresceram 8,2%.

Tendências globais e contexto nacional

O Relatório de Riqueza Global da Allianz Research, que abrange 57 países, mostra que o Brasil superou ligeiramente o ritmo dos Estados Unidos em 2024. No acumulado da última década, o país praticamente dobrou a evolução média mundial, característica comum a economias emergentes.

Desigualdade e setor de seguros

A concentração de riqueza segue elevada: os 10% mais ricos detêm cerca de 70% do total, proporção estável há duas décadas. Esse cenário dificulta a expansão de seguros e produtos de aposentadoria, pois reduz o número de famílias com capacidade de investimento nesses segmentos.

Composição da carteira financeira

Hoje, 62% do portfólio das famílias estão aplicados em valores mobiliários, enquanto seguros e previdência representam 20%, recuando cerca de 5 pontos percentuais na última década. Depósitos respondem por apenas 17%, menos da metade da média de outros mercados emergentes.

Endividamento sob controle

As dívidas das famílias cresceram 12,5% em 2024, atingindo 36% do PIB, acima da média histórica, mas abaixo dos 46% dos mercados emergentes e distante do patamar de risco associado a 100% do PIB. O principal desafio agora é ampliar o acesso a produtos de investimento e proteção para estimular a poupança regular.

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