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Tumulto na Câmara: sinal da TV cortado, agressões a jornalistas e críticas a Hugo Motta
Sessão da Câmara foi interrompida após corte do sinal da TV, expulsão de jornalistas e remoção forçada de deputado. Entidades de imprensa e parlamentares cobram apuração.

Intervenção e corte da transmissão
Na madrugada de quarta-feira, um tumulto na Câmara dos Deputados levou ao desligamento inédito do sinal da TV oficial. O episódio começou quando o deputado Glauber Braga ocupou a cadeira da presidência para protestar contra a inclusão de seu processo de cassação na pauta. Após cerca de uma hora de impasse, a Polícia Legislativa removeu Braga à força, interrompendo a sessão.
Agressões e impedimento da imprensa
Durante a ação, jornalistas foram expulsos do plenário e das galerias e impedidos de registrar a ocorrência. Profissionais relatam empurrões, puxões e até pressão no pescoço de uma repórter que tentava cobrir o ato. O bloqueio das câmeras oficiais deixou apenas deputados transmitindo imagens por celulares.
Reações de entidades de imprensa
Fenaj, SJPDF, Abraji, ANJ, Abert e Aner divulgaram notas classificando o corte de transmissão e as agressões como violações à liberdade de imprensa. As associações cobraram investigação e responsabilização dos envolvidos, reforçando que o impedimento ao trabalho jornalístico fere garantias constitucionais.
Posicionamento de Hugo Motta e parlamentares
A assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta, não esclareceu quem ordenou o bloqueio do sinal. Em redes sociais, Motta declarou que solicitou apuração de possíveis excessos e afirmou ter seguido protocolos de segurança e o regimento interno. Deputados de esquerda registraram boletins de ocorrência contra a ação. Parlamentares de direita celebraram a remoção pacífica de Braga, enquanto lideranças do PT questionaram a seletividade na aplicação da força.
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