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Pré-eleitoral agita mercados: Ibovespa recua e dólar beira R$5,50
O retorno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro reacende incertezas, afunda o Ibovespa em 0,73% e leva o dólar a R$5,4956, maior nível desde outubro.

Mercados voltam a sentir impacto de ruído político
É como se a sexta-feira (5) tivesse se estendido. Nesta terça, o cenário das bolsas reflete novamente a instabilidade gerada pelo anúncio de Flávio Bolsonaro de que sua pré-candidatura é irreversível.
Durante o fim de semana, a possibilidade de desistência anunciada pelo senador abriu espaço para uma breve recuperação: o Ibovespa subiu 0,52% na segunda-feira, e o dólar recuou 0,23%.
Por volta de 12h57, o Ibovespa recuava 0,73%, aos 157.037 pontos, enquanto o dólar avançava 0,17%, cotado a R$5,43. Mais cedo, a moeda norte-americana atingiu R$5,4956, seu maior patamar desde 14 de outubro.
Por que os mercados caem?
A confirmação de Flávio Bolsonaro como candidato oficial do ex-presidente trouxe incertezas sobre a coesão da oposição. Pesquisas indicam que, em um segundo turno, sua performance seria inferior à de outros nomes, como o governador de São Paulo, e a divisão de votos à direita pode favorecer a reeleição do presidente Lula.
Essa perspectiva de menor disciplina fiscal afasta a possibilidade de juros baixos, pressionando os contratos futuros de juros para níveis acima de 13% entre 2027 e 2033, o que desestimula investimentos em renda variável.
Tesouro Direto ajusta taxas em reação ao clima eleitoral
No mercado de títulos públicos, o Tesouro Direto chegou a interromper negociações de papéis prefixados e atrelados ao IPCA. No retorno, o Tesouro IPCA+ 2029 saltou de 7,64% para cerca de 8% ao ano, e o título de 2040 passou de 6,93% para 7,01%.
Com o aumento dos rendimentos, os preços desses ativos caem, reduzindo o valor em reais das carteiras de investidores de renda fixa.
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