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Interior paulista atrai moradores e movimenta mercado imobiliário em meio a êxodo da capital
Interior paulista atrai moradores e movimenta o mercado imobiliário em meio ao êxodo da capital, com vendas de imóveis novos crescendo 26% e projetos de alto padrão ganhando força.

Pela primeira vez entre 2017 e 2022, o Estado de São Paulo registrou saldo migratório negativo, segundo o IBGE. Apesar de receber 736 mil imigrantes, perdeu 826 mil moradores.
Êxodo da capital e crescimento no interior
A taxa de crescimento de São Paulo caiu de cerca de 5% ao ano nos anos 1970 para 0,2% em 2022, alcançando 11,45 milhões de habitantes. No interior, o ritmo passou de 3,4% na década de 1980 para 0,8% em 2022, totalizando 32,9 milhões de moradores.
O relatório “Perfil dos Municípios Paulistas em 2023”, da Fundação Seade, mostra que, entre as 15 maiores cidades (com mais de 400 mil habitantes), oito tiveram saldo migratório positivo: Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Sorocaba, Jundiaí, São José do Rio Preto, Piracicaba e São Carlos. Já São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Osasco, Mauá e Santos registraram saída líquida de moradores.
Aquecimento do mercado imobiliário
De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), o interior de São Paulo liderou o crescimento das vendas de imóveis novos no primeiro semestre de 2025, com alta de 26%. O estudo abrangeu cidades como Bauru, Campinas, Franca, Jundiaí, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Sumaré.
“O movimento reflete a busca por qualidade de vida e uma demanda estrutural forte, já que o aluguel subiu 63% em cinco anos”, afirma Luiz França, presidente da ABRAINC.
Projetos de alto padrão em destaque
A Newe Urbanismo Integrativo lançou em São José do Rio Preto um empreendimento com 179 lotes de alto padrão, com investimento médio de R$ 1,5 milhão por lote. O projeto atingiu 70% das vendas em 60 dias, gerando VGV de aproximadamente R$ 1 bilhão.
Planejado desde 2019, o lançamento reúne três condomínios que priorizam urbanismo, natureza e bem-estar. Somado a outro projeto em Presidente Prudente, o VGV total chega a R$ 1,5 bilhão, com previsão de faturar R$ 500 milhões em 2026.
Diferença de custos
Segundo o Índice FipeZap de novembro, o aluguel médio em São Paulo custa R$ 62,25/m² e o metro quadrado para compra atinge R$ 11.882. Em São José do Rio Preto, os valores são R$ 29/m² e R$ 5.794, cerca de 50% mais baratos. Em Campinas, o aluguel ficou em R$ 50,01/m² e o preço de venda, R$ 7.506/m².
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