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Ibovespa oscila entre decisões do Fed, Copom e tensão política em Brasília

O Ibovespa opera sem direção definida, com atenções voltadas às decisões de juros do Fed e do Copom, baixa inflação abaixo do teto da meta e novidades políticas em Brasília.

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O Ibovespa opera sem direção definida nesta quarta-feira, com o foco dividido entre decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil e o cenário político nacional.

Mercado atento ao Fed e ao Copom

Por volta das 10h35, o índice recuava 0,18%, a 157.694 pontos, com volume financeiro de R$ 1,78 bilhão. No exterior, investidores aguardam o anúncio de juros do Federal Reserve, esperado com corte de 0,25 ponto percentual, e a coletiva de Jerome Powell após a decisão do Fomc.

Inflação se aproxima do centro da meta

O IBGE divulgou que o IPCA acumulado em 12 meses até novembro ficou em 4,46%, abaixo dos 4,49% projetados e do teto da meta, patamar que não era visto desde setembro de 2024. Na comparação mensal, o indicador subiu 0,18%.

Política em Brasília sob os holofotes

O mercado também monitora as movimentações em Brasília após a Câmara aprovar projeto que reduz penas de condenados por atos relacionados à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja pena pode cair de quase sete anos para cerca de dois anos e quatro meses. “O clima institucional segue pesado e qualquer ruído extra é precificado quase instantaneamente.”

Destaques das ações

  • VALE3: subia 1,39%, impulsionada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, que avançaram 1,85% em Dalian.
  • PETR4: recuava 0,41%, refletindo a oscilação modesta dos preços do petróleo.
  • ITUB4: caía 0,43%, enquanto BBDC4 subia 0,17% e BBAS3 recuava 0,65%.
  • SANB11: registrava queda de 0,06% e BPAC11 avançava 0,23% após aprovação da incorporação do Banco Pan pelo BTG.
  • ABEV3: recuava 3,08%, um dia após anunciar R$ 7,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
  • SUZB3: perdia 0,14%, com projeção de R$ 10,9 bilhões em investimentos para 2026.
  • CYRE3: cedia 0,62% em meio à proposta de novas ações preferenciais conversíveis e aumento de capital de quase R$ 2,5 bilhões.

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