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Fed sinaliza pausa, mas analistas preveem novos cortes de juros em 2026
Após reduzir a taxa em 0,25 ponto, o Fed sinaliza maior cautela, mas economistas apontam para possíveis novos cortes em 2026, dependendo dos indicadores de emprego e inflação.

Decisão do Fed e dissidências
O Federal Reserve reduziu os juros em 0,25 ponto percentual e, no relatório dot plot, projetou mais duas quedas para 2026 e 2027. Três membros se opuseram à decisão: Austan Golsbee (Fed de Chicago) e Jeffrey Schmidt (Fed do Kansas) votaram pela interrupção dos cortes, enquanto Stephen Miran defendeu uma redução maior, de 0,5 ponto.
Cenário econômico e perspectiva
Ainda que a inflação permaneça acima da meta de 2%, a autoridade monetária prioriza agora a saúde do mercado de trabalho. Segundo Robert Sockin, do Citi, futuros cortes dependerão dos próximos dados de emprego e inflação, atrasados pelo recente shutdown. Indicadores apontam enfraquecimento gradual nas contratações e níveis elevados de desligamentos.
O CEO da deVere Wealth Management, Nigel Green, avalia que, se essa tendência persistir e a inflação se manter estável, será necessário reduzir ainda mais os juros para não apertar as condições monetárias.
Vigilância e futuro da política
O presidente Jerome Powell enfatizou que a autoridade pode fazer uma pausa para avaliar os efeitos dos cortes, considerando a faixa de 3,50% a 3,75% suficientemente próxima ao nível neutro. Ainda assim, o Fed mantém a porta aberta para novas reduções, avaliando dados reunião a reunião.
Após maio de 2026, um novo presidente do Fed, indicado pelo governo americano, poderá influenciar a condução da política monetária. Nomes como Kevin Hassett são cotados para suceder Powell, o que pode trazer maior flexibilidade nos cortes, apesar da estrutura técnica que busca preservar a independência do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC).
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