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Estrangeiros Devem Continuar Guiando a Bolsa em 2026, Afirma Presidente da B3

Para 2026, presidente da B3 aposta que investidores estrangeiros seguirão liderando os negócios na bolsa, enquanto juros em dois dígitos mantêm locais na renda fixa e impulsionam follow-ons.

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Estrangeiros seguem no comando da B3 em 2026

O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, projeta que o fluxo de capital estrangeiro continuará como principal propulsor da bolsa brasileira no próximo ano. A expectativa de enfraquecimento do dólar e de busca por mercados emergentes, diante da redução de juros em países desenvolvidos, favorece a entrada de recursos externos.

Embora a taxa Selic deva recuar de 15% para algo entre 11% e 13% em 2026, os juros ainda em dois dígitos mantêm a atratividade da renda fixa para investidores locais. Esse cenário limita a migração de recursos domésticos para a renda variável.

Até novembro, fundos estrangeiros aportaram R$ 25 bilhões no mercado secundário, enquanto investidores institucionais brasileiros retiraram R$ 50 bilhões. Para reabrir a janela de ofertas de ações, será crucial a participação equilibrada de investidores externos, institucionais e varejo.

Em um ambiente de maior volatilidade, as empresas dos setores de saneamento, energia e infraestrutura despontam como candidatas a liderar eventuais follow-ons, aproveitando o apetite de estrangeiros em busca de ativos de perfil mais estável.

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