Artigo

Stablecoins latinas disparam R$ 25,6 bi em 2025 e têm Brasil no topo

Stablecoins do Brasil, México e Colômbia movimentaram R$ 25,6 bi em 2025, com projeção de R$ 32 bi até o fim do ano. O Brasil lidera, com R$ 21,3 bi negociados.

Imagem de destaque: Stablecoins latinas disparam R$ 25,6 bi em 2025 e têm Brasil no topo

Stablecoins latinas ganham força no mercado

Enquanto as moedas digitais atreladas ao dólar concentram a atenção global, versões locais na América Latina vêm se consolidando. Pesquisa da Iporanga Ventures revela que as stablecoins do Brasil, México e Colômbia movimentaram juntas R$ 25,6 bilhões em 2025, com expectativa de atingir R$ 32 bilhões até o encerramento do ano.

Brasil se destaca na região

O Brasil é o principal polo desse crescimento: as stablecoins pareadas ao real devem alcançar R$ 21,3 bilhões em volume negociado até dezembro. Atualmente, seis criptoativos locais — BRZ, BRLA, cREAL, BBRL, BRL1 e BRLV — colocam o país na terceira posição mundial em circulação e volume de stablecoins, atrás apenas das versões em dólar e em euro.

Além disso, a B3 anunciou o lançamento de sua própria stablecoin, prevista para o primeiro semestre de 2026, com lastro em títulos públicos. O objetivo é usar essa moeda digital na liquidação de ativos tokenizados dentro da bolsa.

Perfis de investidores

Em 2024, baleias e investidores profissionais respondiam por 60% do volume, enquanto o varejo somava 35% e instituições apenas 5%. Em 2025, o cenário se inverteu: 84% do movimento já provém de investidores institucionais, 12% de profissionais e 4% de pessoas físicas.

“As stablecoins locais estão abrindo caminho entre a economia latino-americana e o sistema financeiro global. Movimentam bilhões de dólares e começam a redefinir câmbio e pagamentos on-chain”, afirma Rodrigo Trindade, research lead da Iporanga Ventures.

Quer transformar isso em números?

Use uma das ferramentas relacionadas para comparar seu cenário.

Ver todas as ferramentas