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Rede D’Or aprova R$ 8,1 bilhões em proventos e reforça confiança na geração de caixa

Rede D’Or anuncia pagamento de R$ 8,12 bilhões em proventos, eleva yield a 7,9% e reforça confiança na geração de caixa. Bancos mantêm recomendações positivas e reajustam alvos.

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Proventos e reação das ações

A Rede D’Or São Luiz aprovou o pagamento de dividendos intermediários, dividendos intercalares e juros sobre capital próprio que totalizam R$ 8,12 bilhões, equivalentes a um dividend yield de 7,9%. Nesta sexta-feira, as ações da companhia chegaram a subir 4,02%, alcançando R$ 46,81.

Visão das instituições financeiras

BTG Pactual

O banco afirmou que o valor aprovado superou expectativas, indicando forte confiança na geração futura de caixa. A antecipação dos pagamentos visa mitigar riscos tributários da nova legislação sobre dividendos. A alavancagem pro forma deve subir para cerca de 2,1 vezes Dívida Líquida/Ebitda, mas a liquidez robusta garante a capacidade de investimento. O BTG mantém a Rede D’Or como Top Pick, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 57.

Itaú BBA

Para o Itaú BBA, trata-se de um retorno expressivo aos acionistas sem aumento relevante de alavancagem. Considerando todos os pagamentos até 2025, o dividend yield chega a 9,5%, e a relação Dívida Líquida/Ebitda deve passar de 1,0 vez no 3T25 para 1,4 vez no 4T25. O banco reitera recomendação outperform (compra) e preço-alvo de R$ 58.

JPMorgan

O JPMorgan destaca a magnitude da distribuição, que pode elevar a alavancagem para cerca de 3,0 vezes Dívida Líquida/Ebitda ao final de 2025, reduzindo a posição de caixa e impactando projeções de lucro por ação em cerca de 10%. Ainda assim, mantém recomendação overweight (compra), com preço-alvo de R$ 50, e ressalta que a capacidade de crescimento orgânico permanece preservada.

Goldman Sachs

O Goldman Sachs enxerga o anúncio sob três ângulos: evita a tributação de 10% sobre dividendos se pagos em 2026, supera expectativas de mercado ao ultrapassar R$ 5 bilhões e mantém o aumento de alavancagem em níveis toleráveis (cerca de 2,2 vezes Dívida Líquida/Ebitda em 2026). O banco reafirma recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 52.

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