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Hapvida: ações disparam com previsão de reajuste de 8,7% em planos de saúde

BBBI eleva previsão de reajuste dos planos individuais da Hapvida de 5,2% para 8,7% em 2026. Ação sobe 5,1% com impacto de custos por usuário no cálculo de reajuste.

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Revisão de reajuste impulsiona ações da Hapvida

O Bradesco BBI elevou sua projeção de reajuste dos planos individuais da Hapvida para 8,7% em 2026, ante 5,2% estimado anteriormente. Às 13h (horário de Brasília), as ações da empresa subiram 5,10%, negociadas a R$ 15,45, depois de uma alta de 5,45% registrada na última sexta-feira.

Segundo o relatório, o cálculo considera a variação de custos por usuário ponderada pelo número de beneficiários, destacando a contribuição de operadores como Hapvida e Notre Dame Intermédica. Juntas, elas responderam por 3,8 pontos percentuais do reajuste total, impulsionadas por aumentos de custos por usuário de 40% e 37%, bem acima da média setorial de 7,8%. A Amil, em contrapartida, registrou queda de 4%.

Parte desse crescimento está associada à reclassificação de despesas, incluindo judicialização, sem ajuste retroativo para 2024.

Para a Hapvida, esse reajuste é relevante, já que os planos individuais representam cerca de 25% de sua receita. O índice de 8,7% supera em 2,2 pontos percentuais a inflação médica acumulada de 6,5% nos primeiros nove meses de 2025, potencializando o crescimento da receita via precificação.

Crescimento de custos médicos e envelhecimento da base

Nos primeiros nove meses de 2025, os custos médicos por usuário aumentaram 13,2%, contra 9,4% em 2024 e 10,2% em 2023. O envelhecimento da carteira de beneficiários manteve-se elevado, refletindo a maior participação de pessoas mais velhas.

Fórmula do reajuste

O reajuste é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, com base em 80% da variação média dos custos médicos por usuário dos planos individuais nos dois anos anteriores, ajustada por eficiência e envelhecimento, e 20% do IPCA do ano anterior, excluindo planos médicos.

Essa revisão aponta para um cenário mais favorável à Hapvida em 2026, com potencial de fortalecer a receita diante do aumento dos custos e da inflação médica.

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