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Eleição 2026 mantém dólar volátil mesmo com fluxo externo favorável
Trader avalia que cortes de juros nos EUA e a alta Selic atrairão capital estrangeiro, mas incertezas eleitorais e fiscais devem sustentar a volatilidade do dólar em 2026.

O trader Milson Júnior, conhecido como Jukira, prevê que o ano eleitoral de 2026 manterá o dólar em alta volatilidade. Cortes de juros do Federal Reserve combinados com a Selic elevada devem atrair capital externo via carry trade, pressionando a moeda americana.
Impacto do carry trade
No carry trade, investidores captam recursos em países com juros baixos e aplicam onde as taxas são mais atrativas. Com a Selic em 15%, o Brasil se destaca, gerando demanda por ativos locais e empurrando o dólar futuro para baixo.
Volatilidade eleitoral e risco fiscal
Mesmo com o viés técnico favorável, as incertezas do processo eleitoral – como a indefinição de candidatos e a possibilidade de renovação do atual mandato – podem provocar oscilações bruscas. Pesquisas e declarações políticas devem manter o mercado em estado de alerta.
Direção da política monetária
Além disso, qualquer sinal de corte na Selic pode alterar o apetite de investidores estrangeiros, fortalecendo a bolsa de valores e exercendo nova pressão para baixo sobre o dólar. A combinação desses fatores torna o câmbio altamente sensível a cada movimento político e decisório.
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