Artigo

Azul despenca 23% com forte diluição prevista após aprovação do Chapter 11

Após aprovação do plano de recuperação judicial nos EUA, ações da Azul caíram mais de 23%. A conversão de dívida em ações pode diluir minoritários e reforça recomendação de venda.

Imagem de destaque: Azul despenca 23% com forte diluição prevista após aprovação do Chapter 11

O tribunal americano aprovou o plano de reorganização da Azul no último dia 12, e a companhia anunciou as próximas etapas do processo de recuperação judicial nos EUA (Chapter 11). Às 15h05 (horário de Brasília), as ações da Azul registravam queda de 23,58%, cotadas a R$ 0,81, intensificando perdas do pregão.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em Nova York em maio. O acordo prevê a conversão de grande parte da dívida pré-existente em ações e autoriza a captação de recursos por meio da emissão de novos papéis.

Segundo avaliação do Bradesco BBI, com o plano aprovado a Azul está mais próxima de concluir o Chapter 11, com um balanço financeiro mais enxuto e condições de reforçar suas operações.

O refinanciamento inclui redução da dívida total após conversões em ações, nova estrutura de pagamentos de leasing e aporte de US$ 950 milhões, ancorado por investidores estratégicos.

No entanto, os minoritários devem sofrer diluição massiva: os detentores de notas 1L ficariam com cerca de 97% do capital, e os de notas 2L com 3%, após conversões, subscrições e emissão de novas ações. Os acionistas atuais devem ver sua participação quase zerada, reforçando a recomendação de venda e o preço-alvo de R$ 0,50.

Quer transformar isso em números?

Use uma das ferramentas relacionadas para comparar seu cenário.

Ver todas as ferramentas