Artigos sobre finanças pessoais, economia e investimentos elaborados pelo profissional de investimentos Leandro Martins.


Artigos de orientação financeira



POUPANÇA E IMÓVEIS SÃO ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTOS?

Muitas pessoas preferem investir em imóveis e na caderneta de poupança devido aos seus menores riscos aparentes. Há pontos a serem verificados como rentabilidade, inflação, depreciação do bem, liquidez, gastos com reforma e despesas com condomínio. Abaixo segue análise dessas duas opções.

CADERNETA DE POUPANÇA

A remuneração atual da caderneta de poupança é de 0,5% ao mês (6,17% a.a.), mais a variação da Taxa Referencial (TR). O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garante o valor aplicado até o limite de R$ 60.000,00, por CPF (valor também garantido em outras aplicações como em CDB. Para pessoa física a poupança é isenta de IR, já para pessoa Jurídica o IR é de 22,5%.
A poupança foi uma opção de investimento muito utilizada no passado, mas com a popularização dos fundos DI, ela perdeu seu espaço. Um dos motivos é a baixa rentabilidade alcançada (muito próxima à inflação) e a perda de rentabilidade para resgates fora do vencimento, perda não ocasionada nos fundos DI e renda fixa, os quais possuem rentabilidades muito superiores dependendo da taxa de administração cobrada. Apenas vale destacar que com a forte tendência de queda da taxa Selic, fundos com taxa superior a 1% ao ano perderam atratividade perante à cardeneta de poupança.

IMÓVEIS (para aluguel)

Investimento muito defendido pelos mais conservadores e inexperientes, aplicar em imóveis não é a melhor forma de investimento. Ele perde perante aos outros investimentos disponíveis no mercado nos quesitos liquidez e rentabilidade. Em Liquidez, pois enquanto o resgate em um fundo DI é efetuado em D+0 (no mesmo dia), no imóvel você poderá demorar cerca de anos para vendê-lo. Em Rentabilidade porque enquanto é possível ainda conseguir 1,0% de juros líquido nesse mesmo fundo DI, o aluguel gera rentabilidade ao proprietário em média entre 0,5% a 0,7%, quando alugado, e caso seja apartamento e tenha obras, o proprietário é quem arca com essa taxa.
Por exemplo, se você possui 100 mil reais e irá adquirir um apartamento no valor de 85 mil reais, simularei duas situações:

i) comprar o imóvel

- imóvel = R$ 85.000
- corretor (6%) = R$ 5.100
- gasto com escritura, registro e tributos como o ITBI (4%) = R$ 3.604
- total do imóvel = R$ 93.704
- investimento com boa liquidez = R$ 100.000 - R$ 93.704 = R$ 6.296
- após 10 anos (120 meses) => apartamento depreciado e restante investido gasto em reformas prediais.

ii) alugar o imóvel

- rendimento de aplicação em Renda Fixa (Tesouro Direto) e Renda Variável - Ações (1,0% líquido de R$ 100.000) = R$ 1.000
- aluguel (0,6% de R$ 85.000) = R$ 510,00
- rendimento mensal restante = R$ 490,00
- investimento com boa liquidez = R$ 100.000
- após 10 anos (120 meses) => possibilidade de alugar apartamento mais novo, e valor aplicado mais que dobrado no valor de R$ 211.117,78 (de acordo com tabela abaixo):

TABELA 1.1 – RENDIMENTO ATRAVÉS DO USO DO ALUGUEL
 

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